Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Apresentação do trabalho de Área de Projecto

     A disciplina de Área de Projecto do 12º ano afirma-se como local de procura e consolidação de saber, através de pesquisas e trabalho de equipa à volta de um tema escolhido pelos membros do grupo de forma unânime e de acordo com os futuros interesses profissionais. Deste modo, ao longo do ano, o grupo procura desenvolver um trabalho final apoiado na informação recolhida (tratando-a convenientemente através da liberdade de avaliação e critica da mesma), bem como no sentido de responsabilidade perante os indivíduos desse grupo, demonstrando trabalho de equipa eficiente e capaz de se organizar. Destaca-se a importância da comunicação entre os indivíduos, de forma a não perderem o rumo do trabalho aquando mudanças de planos ou dificuldades com certos obstáculos.
     Grupo do 12º A do Colégio Nossa Senhora da Boavista, Vila Real (da esquerda para a direita):
  • José Pedro Martinho Queirós
  • Andreia Sofia Gonçalves Lopes
  • Daniel Alves Martins
  • Ana Luísa Ferreira Pinto

 
 
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Publicado por acienciaeofuturo às 09:32
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Opinião Pública

     Porque já se perde a conta ao tempo em que essa arte do saber conquistou a confiança daqueles que minimamente conhecem alguns dos seus feitos. A ciência aparece como meio para concretizar aquilo de que mais humano há: a razão. Através dela descobre-se, conquista-se, inventa-se, completa-se, imagina-se...

     A ciência já existe desde os tempos mais remotos embora, um pouco diferente do que estamos habituados a assistir actualmente, onde tudo se resume a novas máquinas, tecnologias que melhorem o nosso conforto, a nossa segurança… Ao longo do tempo foi conquistando o coração de muitos, uma vez que a prática era fiável e com resultados satisfatórios e objectivos.
     A principal finalidade deste site é sensibilizar os visitantes para a importância que a ciência tem na vida de cada um de nós, e como contribui para o nosso conforto, mas também para as pessoas perceberem que a ciência não é o absoluto. É sim algo construído pelo ser humano que, como ele, comete erros e tem lacunas, apesar de tentar ser o menos imperfeito possível.

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Créditos de imagem: by Cellointhbasemnt (http://cellointhbasemnt.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 09:31
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Relações interpessoais

    
 
 

Simples gestos, gritos, pinturas rupestres, escrita, numeração, papiro, pedra, placas de argila, estafetas, telégrafos de tochas, telégrafos de tambor, telégrafos por sinais de fumo, cartas, postais, carteiros, código Morse, “telégrafo falante”, telefone de caixa, Telephone Manufacturing , telefone de escrivaninha, telefone com marcador de disco, telefone fixo com marcador de teclas, telemóvel, telemóvel a cores, telemóvel com câmara digital incorporada, de 2ª, 3ª, 4ª e seguintes gerações, pequenos chips instalados no corpo substituindo os telefones móveis, televisão a preto e branco, televisão a cores, televisão digital, rádio, rádios on-line, computadores, internet, sem fios, de banda larga, motores de busca, blogs, flogs , homepages , podcast , videoconferências, chats , Second Life , Orkut , YouTube , Wikipedia , MSN Messenger , Hi5 , MySpace , jornais, jornais on-line em tempo real, vinil, cassete, cd, mini-disc , mp3 , VHS, DVD, DVR , walkman, discman, leitor de mp3 , iPod , e-mails, mensagens de texto, mensagens de multimédia, postais electrónicos, música, filmes, livros, arte, ciência...que é isto tudo se não um conjunto de elementos que fizeram e fazem parte do evoluir da comunicação? Já não se trata de estarmos mais perto do outro, e de fazer chegar a nossa informação. Agora, ela é difundida, para onde os nossos desejos a guiarem.

     Sabemos que, como tudo, também os meios de comunicação têm evoluído ao longo dos séculos. Apercebendo-nos, do mesmo modo, da rapidez com que somos bombardeados por novidades constantes. A desactualização dos meios de comunicação de pequena ou grande escala dá-se quase diariamente, o que reflecte o empenho da melhoria dos serviços mas também a avidez do mercado de venda.

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     Distinguindo a ténue fronteira do consumismo que separa o querer do necessitar,  seremos nós capaz de escolher a melhor forma de comunicar, e de regular o impacto que a inovação da tecnologia da comunicação pode ter na nossa vida? É que, neste caso, o futuro já chegou, e o que poderá vir, deverá ser fruto da reflexão ponderada sobre o uso dos aparelhos contemporâneos .

     As relações interpessoais vão depender dos papéis atribuídos aos indivíduos em questão, e estes vão delinear o tipo de relação existente entre eles. As relações têm em conta o género, a idade, o estado socioeconómico , a cultura, etc... Só que os novos tipos de comunicação vêm abanar tecnologicamente os antigos pilares.

     Num primeiro pormenor, notamos já que as conversas de vizinhos não são tão comuns, visto as pessoas estarem ocupadas com um certo tipo de veículo informativo: a televisão. De um modo bastante impessoal, a televisão vai tirando tempo às conversas do dia a dia, às reuniões familiares, aos jogos de futebol de rua depois das aulas e outro tipo de actividades enriquecedoras. Lendo-se televisão, poderia dizer-se computador. E internet.

     Os telemóveis e afins afastaram as pessoas, é verdade; assim como o MSN Messenger e outros. É uma fuga ao contacto directo, à troca de olhares, e à revelação de expressões faciais. É uma máscara atrás de um Nome de Utilizador; um falso compromisso numa sala de conversação on-line; uma personalidade fabricada num profile de uma comunidade de criação de amigos como se supõe ser o Hi5 . Será isso o que se prevê para as nossas relações interpessoais do futuro?

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autoria de 0faith0 (http://0faith0.deviantart.com)

 

     De um outro ponto de vista, temos a facilidade tecnológica trazida por todos os aparelhos e programas inovadores que nos permitem comunicar da forma como o fazemos hoje em dia, de modo já considerado banalmente vital. Cada vez mais estamos em disponibilidade crescente, o que nos pode ocupar o tempo de lazer com emergências de trabalho ou manter-nos comunicáveis para velhos amigos ou casos de emergência. Há histórias já de simples início de comunicação on-line que deram origem a sólidas relações amorosas. Podemos usar a internet de um modo sinceramente pessoal, com todos os meios de segurança, aproveitando ao máximo as funcionalidades que disponibiliza, para troca de trabalhos, reuniões em videoconferência, jogos em rede, etc... Usar o rádio de um modo participativo – podemos, até, criar a nossa próprio rádio on-line. Ou mesmo canal de televisão!

     Num mundo onde dos meios de comunicação em massa está a surgir a massa dos meios de comunicação, devemos lembrar-nos que somos os responsáveis pela sua utilização, e a devemos usar de modo que não nos afaste, mas aproxime ainda mais.

 
 

 
 
   
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Publicado por acienciaeofuturo às 09:30
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Introdução à Ciência

     Neste mundo actual, onde o mistério é curiosidade, tudo o que desconhecemos, ou que não temos, tem que ficar iluminado por essa luz que é a ciência. Isto porque já se perde a conta ao tempo em que essa arte do saber conquistou a confiança daqueles que minimamente conhecem alguns dos seus feitos. A ciência aparece como meio para concretizar aquilo de que mais humano há: a razão. Através dela descobre-se, conquista-se, inventa-se, completa-se, imagina-se...
     A ciência já existe desde os tempos mais remotos embora, um pouco diferente do que estamos habituados a assistir actualmente, onde tudo se resume a novas máquinas, tecnologias que melhorem o nosso conforto, a nossa segurança… Ao longo do tempo foi conquistando o coração de muitos, uma vez que a prática era fiável e com resultados satisfatórios e objectivos.
     A principal finalidade deste site é sensibilizar os visitantes para a importância que a ciência tem na vida de cada um de nós, e como contribui para o nosso conforto, mas também para as pessoas perceberem que a ciência não é o absoluto. É sim algo construído pelo ser humano que, como ele, comete erros e tem lacunas, apesar de tentar ser o menos imperfeito possível.

 

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Créditos de imagem: autoria de Girltripped (http://girltripped.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 09:24
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Aspectos Positivos e Negativos da Contribuição Científica

     Tudo no universo possui aspectos positivos e negativos. Talvez, então, a ciência também os tenha, mas quais serão os que têm um peso superior na balança?
     A ciência trouxe-nos saúde, comodidade, meios de comunicação, facilidades, segurança, qualidade de vida e muito mais. Enfim, vantagens com as quais criamos uma simbiose e das quais nos tornamos cada vez mais dependentes. Estes aspectos são positivos, porque todos usufruímos das aplicações úteis que todos os dias usufruímos. A ciência e a evolução tecnológica contribuíram para a melhor adaptação do homem, e para o seu domínio do planeta. Esse domínio é que pode ter sido não muito bem ponderado.
     Uma situação completamente diferente é a situação em tempo de crise, como por exemplo a guerra, pois nesta situação a ciência não está a trabalhar para aspectos positivos, mas sim para tecnologia de ponta em armamento, armas bioquímicas (causadora de muitas doenças de origem não natural), etc., objectivo de destruição maciça. Porém, não necessitamos de ir tão longe e apontar a evidência mais imediata diariamente: a poluição. O homem não se cinge ao uso do fornecimento científico, mas apta pelo abuso impensado, não reflectindo nas consequências.

 

 

 
     O acontecimento de factos positivos e negativos é simultâneo, pois apareceu a energia nuclear ao mesmo tempo que a bomba nuclear. Descobriu-se um material mais resistente, apareceram os carros blindados. E há ainda os acontecimentos que infelizmente aparecem pela negativa, como por exemplo a criação de um vírus, cuja cura apenas se cria após certos indícios de propagação e morte causada pela mesma.
     Num inquérito realizado a um grupo de pessoas de sexo e idades variadas, a maioria das respostas conduziam a um balanço negativo relativamente à poluição e às guerras, mas um balanço positivo da ciência. Não podemos afirmar, por exemplo,  que a investigação bioquímica é boa ou má: se procura a cura para milhares de doenças e pandemias, contribui também para a nova guerra chamada biológica.
     O que podemos concluir é que nada é perfeito e a ciência também não o é, por mais que o tente ser. Porém, os seus resultados podem ser só positivos se o Homem assim o quiser, pois a ciência é inatamente “boa”, quem a corrompe é o próprio ser humano, pelo uso que faz dela. Está nas nossas mãos.
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Publicado por acienciaeofuturo às 09:22
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Água

"(…) Aqui tens a água, bebe devagar, devagar, saboreia, um copo de água é uma maravilha, não falava para ele, não falava para ninguém, simplesmente comunicava ao mundo a maravilha que é um copo de água. (…) Oh que alegria, (…), vamos todos beber água pura. Agarrou desta vez na candeia e foi à cozinha, voltou com o garrafão, a luz entrava por ele, fazendo cintilar a jóia que tinha dentro. Colocou-o sobre a mesa, foi buscar os copos, os melhores que tinham, de cristal finíssimo, depois, lentamente, como se estivesse a oficiar um rito, encheu-os. No fim, disse, Bebamos. As mãos cegas procuraram e encontraram os copos, levantaram-nos tremendo. Bebamos, repetiu a mulher do médico. No centro da mesa, a candeia era como um sol rodeado de astros brilhantes. Quando os copos foram pousados a rapariga dos óculos escuros e o velho da venda preta estavam a chorar.”

 
José Saramago, in O Ensaio sobre a Cegueira
 
 
 
 
     A água é um bem muitíssimo precioso. Já tão comum se tornou esta ideia que será um modo demasiado banal de começar o texto, porém, parece ser a introdução perfeita, não apenas por sintetizar, de facto, a ideia que pretendemos passar, mas também por tentar recuperar o verdadeiro valor das intenções escondidas atrás de lugares comuns. A maioria das pessoas não se apercebe da superioridade da água perante os demais bens do quotidiano. Assim, é necessário apelar à reflexão para que tomemos medidas antes que o poço seque.
A importância da água prende-se tanto à sua utilidade como, por consequência, ao facto de se dirigir à extinção das suas reservas enquanto água doce e ao fim do seu equilíbrio enquanto água salgada. Os calotes polares estão a derreter, o nível médio das águas do mar está a subir, as reservas de água estão a ficar poluídas, as chuvas estão a acidificar, a água potável está a ser desperdiçada… Que mais precisamos para constatar esta irregularidade prejudicial?
     Temos consciência que precisamos dela para viver, e que sem ela a nossa noção de alimentação, hidratação, higiene e lazer mudaria radicalmente; além de que a nossa dependência do líquido em questão também se dá de modo indirecto, de modo que não nos limitamos a depender da sua ingestão, mas também dos que necessitam da mesma, como as plantas e os demais animais. O homem pode sobreviver sem comer, cerca de 28 dias, mas sem beber só aguenta 4 dias
     Quando olhamos para o nosso quotidiano podemos depreender que a água é essencial não só para a sobrevivência mas também especialmente do abastecimento doméstico que consome cerca de 263 quilómetros cúbicos por ano. Mal acabamos de nós levantar, tomamos banho, lavamos os dentes, fazemos a barba e muitas outras lidas higiénicas, as quais recorrem à água, contudo não ficamos por aqui. O recurso à água é frequente em muitas outras lidas como lavar louça, roupa, carro, limpar o chão e uma panóplia de outras funções (fig. Gastos do quotidiano) só dentro de uma casa que podem gastar uma quantidade de litros incalculável quando manuseadas com descuido, por exemplo, uma família pode poupar, em média, 76 mil litros de água por ano, se fechar bem as torneiras. Os hábitos da actualidade e o desmazelamento por parte das pessoas estão a por em causa a continuidade de existência de água potável, quando na maioria das actividades do quotidiano se pode poupar sem condicionar a realização das tarefas.
     No mundo contemporâneo, as pessoas já não se conseguem imaginar sem a comodidade de abrir uma torneira e brotar de lá água. Ter água canalizada já se tornou algo tão banal que não se questionam como ela chega até elas. Possivelmente o leitor também não sabe, mas nós vamos levá-lo connosco para conhecer a turbulenta viagem da água no mundo das físicas e dos químicos.
     Tudo começa com a captação da água das nascentes dos rios que é depois transportada por adutores (tubos) para as Estações de Tratamento de Água (ETA) onde se inicia um longo e sofisticado processo de tratamento como a grelhagem (filtrar objectos de maiores dimensões ou a filtração), entre outros. De seguida, a água é sujeita a análises que a testam sobre a qualidade desta para consumo e conduzida para a Estação Elevatória e Reservatório. Este último armazena a água e está ligado á rede de distribuição que conduzem a água até ás torneiras (fig. Distribuição) Os tratamentos e a sua intensidade variam com o estado da água aquando da sua entrada na ETA.
     Actualmente, sofre-se um grave problema no que diz respeito à poluição da água que pode ser desencadeado por diversos factores como falta de saneamento básico, lixo, agrotóxicos e  outros  materiais.
     A poluição pode causar graves doenças tanto na fauna como na flora contaminando, por vezes, enormes redes tróficas, gerando uma reacção em cadeia. Algumas doenças tanto directa como indirectamente são: cólera, tifo,   hepatite,   paratifóide, esquistossomose, fluorose, malária, febre-amarela, dengue, tracoma (fig.poluição)
     A velocidade a que as descargas são realizadas é muito superior á capacidade de decomposição e tratamento das estações e por isso alguns cursos nunca conseguem estar limpos.
     A água doce que já era escassa, está a diminuir a largos passos com a ajuda do ser humano o que nos deveria deixar muito preocupados e disponíveis para tentar regredir este cenário escuro.

     Tem-se verificado que os países mais carentes e que dispõem de recursos económicos tendem a tentar procurar novas soluções, por exemplo, no Japão as águas das lavagens são recolhidas em cisternas, tratadas grosseiramente, e reenviadas para os autoclismos. Uma outra ideia é a recolha total da água drenada das habitações para ser totalmente reciclada, com tratamentos intensos, formando assim um ciclo onde não se desperdiça água, em analogia com as naves espaciais.

     Para além da reciclagem de água tem-se tentado encontrar novas formas de obter água potável que sejam rentáveis e de preferência não poluentes, contudo por vezes não é fácil.

     A dessalinização é uma dessas novas apostas, ela consiste na evaporação da água através da acção da radiação solar que atravessa o vidro. No tecto de vidro, o vapor de água condensa e, devido à inclinação do vidro, a água líquida é recolhida nos tanques laterais (fig. Dessalinização). Este processo exige tanques que ocupam grandes superfícies e par além de ser lento está depende das condições ambientais.
     Uma outra técnica em estudo é a retira de gelo das calotes para depois provocar o degelo destes pedaços e armazenar a água. Visto as calotes polares serem a maior reserva de água doce a ideia até era razoável, mas não nos podemos esquecer que a diminuição das calotes pode agravar o efeito de estufa visto o gelo ser um dos maiores reflectores da luz solar que entra na atmosfera.
     De acordo com a situação actual, não é suficiente encontrar novas formas de obter água potável também é necessário que as pessoas conservem a água que já tenham, que não a estraguem e ajudem a torna-la limpa outra vez. Temos de ter cuidado hoje para podermos ter água amanhã. Disputas que já hoje podemos assistir em vários locais como faixa de Gaza entre outros resume á disputa de água em locais onde ela é escassa talvez a água seja o motivo para se despontar uma III Guerra Mundial, pois a água irá tornar-se mais importante do que o petróleo.
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Créditos de imagem: autoria de jtd (http://jtd.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 09:09
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Problematização

     Visto o panorama actual colocam-se as seguintes perguntas: Será que a nossa procura pela electricidade é feita de forma equilibrada? E os serviços de abastecimento são eficientes? Será Portugal autônomo energeticamente?
     Contudo, também é necessário questionar os nossos hábitos, procurar entende-los e, se possível, lutar pela sua correção. Então pergunto: Quais os prós e contras dos combustíveis fosseis? E a energia nuclear, será fiável? Como evoluirão as energia renováveis, e como serão elas a energia do futuro? Teremos alternativas energéticas? Quais as últimas descobertas para a sua produção?
     Seguidamente apresentaremos possíveis respostas a estas questões, analisando informações e opiniões recolhidas.

 

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Créditos de imagem: autoria de Breeder (http://Breeder.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 09:05
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Consumo Energético

     O ser humano sonha, vagueia por imaginações fáceis, ou mais complexas, de forma a satisfazer necessidades oriundas de partes incertas, talvez da alma, como alguns afirmam. Assim, o futuro idealiza-se algo conveniente, fácil e como a luz que procuramos para a resposta desses imperativos. Actualmente, pensa-se que a sociedade humana e todas as condições que a envolvem sejam bastante desenvolvidas. A verdade é que nem sempre os sonhos se realizam, mesmo que esses sejam fundamentais para as descobertas.
     As novas habitações terão de desenvolver-se a nível energético de forma a reduzir o gasto da energia, principalmente a electricidade. Neste âmbito distinguem-se iniciativas como a troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo, ou a compra de electrodomésticos com bom rendimento, ou seja, que diminuem a percentagem de energia dissipada (analisamos mais a fundo este aspecto, aquando da abordagem das tecnologias). Para além de reduzir a conta da luz, também ajuda o ambiente, na medida em que minimiza a exploração/uso de combustíveis fósseis, mesmo que para o consumidor o ambiente fique em segundo plano. As medidas de sensibilização a esse consumidor passam pelo aspecto monetário, levando-o a constatar que essas medidas como estas são economicamente favoráveis a longo prazo.
     Agora, graças ao nosso governo, todas as construções feitas a partir da aprovação da lei são obrigadas a incluir painéis fotovoltaicos para aquecimentos de águas ou para abastecimento eléctrico. Isto porque nos próximos anos prevê-se obtenção de energia caseira, em que os residentes da habitação tiram proveito de energias renováveis obtidas na sua propriedade. As apostas nestas estruturas podem ser de várias dimensões. Segundo o estudo da REN mencionado atrás, até 2020, a produção de energia independente pode chegar aos 5500 GWh gigawatts hora) através de mini-hidricas , postos eólicos, biomassa e cogeração , podendo representar cerca de 10% da produção total de energia a nível nacional. Mais tarde, parte dessa electricidade pode ser vendida à rede.
     Todavia, para 2020 a maior aposta será no gás natural, evoluindo dos 17% actuais para um intervalo entre os 48% e os 63%, dependendo de factores como a variabilidade hidrológica.
     Com a evolução das tecnologias cabe, apenas, a cada um de nós optar por hábitos mais saudáveis quer para o ambiente quer para os nossos bolsos. 

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Créditos de imagem: autoria de GuNNeRTrap (http://gunnertrap.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 09:04
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Vestuário

“A moda é feita para passar de moda.”
                                                Coco Chanel
   A forma como nos vestimos é desencadeada por um padrão que depende da moda e do tempo. A moda não é mais do que uma forma passageira e facilmente mutável de nos comportamos, e sobretudo de nos vestirmos e pentearmos que expressa os valores de uma sociedade. Por exemplo, nos anos 60, época dos hippies, as roupas devido aos estampados floridos e das cores alegres transmitiam paz e amor.
     Na actualidade, tal como acontece desde sempre, os nossos trajes denunciam o estilo de cada pessoa e a realidade politica e social da época, como é o caso dos anos 20 em que os vestidos curtos e com costas e  braços descobertos eram sinal da liberdade desse tempo.
     Na pré-história, a utilização de indumentária tinha como fins providenciar protecção contra factores naturais e melhorar a aparência, porém se nos remetermos para o presente o vestuário passa a ter uma componente de atracção onde a maioria pretende exclusividade, e deixa de ser por necessidade, mas sim por razões culturais e decoração.
     Se pensarmos no que presenciamos nos filmes de ficção científica sobre o futuro, debruçando-nos especificamente no vestuário, podemos constatar que na maioria o conceito de exclusividade não está muito presente e o design das roupas utilizadas é muito semelhante (fato de macaco), todavia, será este o rumo que irá tomar os nossos trajes?
     Relativamente ao design estético não sei o caminho que irá tomar, contudo, no que se refere à tecnologia prevê-se que esta se torne intimamente ligada ao vestuário, concretizando assim as “roupas inteligentes” que tanto se especula e que talvez cheguem até nós mais cedo do que alguma vez imaginamos. Este “vestuário inteligente”, "wearables computers" (computadores vestíveis) vem associado ao conceito de tecnologia pessoal em que o computador estará embutido no tecido que vestimos, nos adereços que usamos, colado à pele ou implantado nalguns dos nossos órgãos sensoriais. Um exemplo da união entre o vestuário e a tecnologia é associação ente a Philips e a Levi’s, as quais estão a preparar o lançamento de uma colecção de Outono que é uma autêntica loucura, pois tornam as nossas vestes objectos úteis, mas que nos deixa cada vez mais ligados às novas tecnologias. A ideia é conjugar todos os objectos electrónicos que utilizamos no quotidiano num só e responder a todas as necessidades e desejos reais do ser humano de informação, comunicação e entretenimento, conjugando-os com conforto e mobilidade. Uma das peças dessa colecção é a “telejaqueta”, uma casaca equipada com telemóvel, um microfone na gola, mp3, selecção das músicas através de reconhecimento de voz e fones de ouvido.
     Os investigadores pretendem ir muito mais longe do que já foi referido até aqui. A meta é conseguir alcançar a essência de cada ser, o que cada um de nós sente psicológica e fisicamente.
     A nível físico, temos os já conhecidos relógios e aparelhos de ginástica que em determinados locais conseguem sentir o coração e medir os batimentos cardíacos. Existem também dentro do mesmo sistema os “ténis Internet-connected shoes” que permite a ligação entre dois atletas via Internet de forma a tomarem conhecimento do ritmo, da direcção e da posição em que se encontram.
     A nível sentimental surgem os “affectives wearables” que reconhecem os estados afectivos como medo, depressão, ansiedade, stress, felicidade ou outros, este tipo de aparelhos pode ser incorporado em qualquer peça de roupa ou acessório. A surpresa inicial deixa-nos fascinados e inconscientes relativamente às consequências desta roupa afectiva a nível ético, porque este vestuário lê e reage aos nossos sentimentos deixando a descoberto o que de mais íntimo há em nós e que maioritariamente não queremos desvendar. Deste modo, como controlamos esta situação e enganamos as roupas?
     No que diz respeito aos materiais utilizados para a confecção, para além dos já utilizados hoje em dia, como o nylon, poliéster e lycra, prevê-se o desenvolvimento de matérias têxteis integrados com nanotecnologia. É o que estão a fazer os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), da Universidade Rice, da Carbon Nanotechnologies e da Força Aérea dos Estados Unidos. Estudos feitos mostram que compostos reforçados por nanotubos poderão ser a base para uma nova categoria de fibras fortes e leves, com propriedades como condutividade eléctrica e térmica, não disponíveis nas actuais fibras têxteis, contudo, sem alterar o toque e sensação de um têxtil comum. Podemos ter uma camisa na qual fibras condutoras de electricidade permitirão que a função do telemóvel seja inserida nela sem o uso de fiação metálica ou fibras ópticas. Estes novos tecidos que tão a emergir denominam-se “tecidos inteligentes” que podem ser híbridos se têm partes fléxiveis e não tecidos, como vidro, cobre e carbono ou geossintéticos se são feitos de materiais porosos ou flexíveis, usados dentro do solo ou sobre ele. Esta série de tecidos reúne em si várias funções como a “termocromia” (a cor muda consoante a temperatura), sistema antibacteriano (os fios bactericidas permanecem no tecido, independente do tempo de uso), desodorizante e também de protecção aos raios ultravioleta. Esta investigação torna-se bastante importante para as forças militares no âmbito dos uniformes permitindo que estes endureçam quando atingidos por balas, filtrem químicos perigosos, tratem ferimentos ou mesmo se adaptem automaticamente a diferentes condições climáticas.
     Passando à confecção, até a simples recolha de medidas de um cliente pode deixar de ser efectuada tradicional através de fita métrica e lápis, quem sabe se não irá ser substituída por um laser para tirar as medidas, e um computador que desenhará um rascunho da peça pretendida e poderá escolher o tecido, a cor, o formato e ver como ficará na pessoa.
     Em suma, muitos dos objectos já são utilizados actualmente no nosso quotidiano, mas não com estas funções, outros ainda estão em estudo, e outros ainda estão por descobrir pois a tecnologia não pára e talvez daqui a uns tempos já usemos roupas interiores como software e o nosso corpo seja um mundo de bytes, mas isto soa à nossa imaginação a funcionar o que não significa claro que não se concretize, tal como tudo que cada um de nós constrói na nossa imaginação, onde tudo é possível, por isso divirtam-se a imaginar.
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Publicado por acienciaeofuturo às 09:01
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Novas Apostas Energéticas

     Os estudos sobre a energia não param. Procuram-se energias mais fiáveis e proveitosas, de forma a satisfazer as nossas necessidades tendo em atenção o ambiente. Um dos últimos fascínios dos cientistas é o bioetanol . O açúcar, bem como o milho, passam a marcar mais profundamente a sociedade, uma vez que este tipo de energia é derivada de plantas. Desta forma, as bases da nossa alimentação passam a ser importantes para o mundo energético. O Brasil destaca-se na aposta deste tipo de energias, através de relações com empresas de produção automóvel, as quais criam carros que suportam os dois tipos de combustíveis: gasolina e bioetanol . Devido ao preço mais reduzido dos biocombustíveis , a procura tem sido satisfatória, Isto leva à independência energética de países do médio oriente, e directamente do petróleo. Acarreta também vantagens ambientais, pois são fontes energéticas neutras, ou seja, a quantidade de gases efeito estufa que lançam depois da combustão nos automóveis são iguais às quantidades emitidas aquando a secagem dessas plantas. Contudo, o verso da moeda trás as subidas dos preços desses alimentos, levando ao descontentamento de alguma população.
     É importante referir o crescimento de 0.5 milhões de toneladas em 2000 para 2,4 milhões de toneladas em 2005 na sua produção a nível mundial, evidenciando o início de uma forte aposta neste tipo de energias. Em Portugal a visibilidade desta ainda não é significativa.
     Vamos ainda referir o hidrogénio como fonte energética ainda em estudo enquanto analisamos os transportes mais à frente.

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Créditos de imagem: autoria de LadyRSanti (http://LadyRSanti.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 08:59
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Construções

     Em conformidade com o cenário actual, também na área da construção se tem verificado uma crescente preocupação com a ecologia. Desta forma, no topo da lista das realidades a ter em conta estão o isolamento, os materiais (de preferência renováveis), tratamento dos resíduos oriundos do uso (p. ex. esgoto), racionalização e eficiência energética e tudo o que esteja reunido no conceito Casa Ecológica. Contudo, sem nuca se desprender da estética, o conforto e a parte económica.
     Neste âmbito, já existem alguns projectos a decorrer que tentar encontrar soluções para satisfazer os parâmetros atrás referidos. Um desses projectos é a “Casa Ecológica” projectada Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo, Brasil, que utiliza o sistema viga-laje em madeira”. Este sistema é a uma conjugação entre a madeira (material renovável) e o aço em que as placas de madeira são agregadas através de filamentos de aço consistentes apertados nas pontas e só o todo se torna eficiente. É caracterizado por ser flexível na arquitectónica, ter estrutura resistente, as peças de madeira serrada não terem encaixes, dispensar vigas e pilares, permitir painéis de maiores dimensões do que o normal, racionalizar a construção de forma a perde o mínimo de materiais, ser de rápida montagem, permitir o desmonte e remonte em outros locais com características análogas, ser de fácil manutenção e permitir a permuta de peças.
     Este projecto pode ser visitado e as experiências que vivemos lá dentro têm como objectivo mostrar às pessoas que se pode conjugar economia com ecologia e consciencializá-las para a importância dessa união.

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     Um outro caso é o Stoneguard C60 ” (nome da casa), projecto realizado pelos os estudantes da Universidade de Nottingham , na Grã-Bretanha, que estão a construir uma casa ecológica feita de aço e isopor . A casa terá vários recursos para economizar água e electricidade, como por exemplo um tanque para armazenar água da chuva, lâmpadas económicas e um sistema para usar energia solar, respectivamente. Esta iniciativa tem como objectivo reduzir a emissão de gases de efeito de estufa em 60%. Os seus moradores serão alunos da universidade e o consumo de energia gasto irá ser monitorizado durante 20 anos, talvez seja tempo de mais, visto que o cenário global piora a passos largos e são necessárias medidas urgentes que sejam solução a longo prazo, mas pensando nas repercussões que podem ter no futuro.
     Tendo em conta os vários estudos já realizados é de esperar que num futuro próximo os tijolos que conhecemos actualmente sejam substituídos por outros mais ecológicos, mais leves e mais isoladores como é o caso do tijolo solo-cimento e o tijolo de papel.
     O tijolo solo-cimento é o resultado da investigação do prof . Francisco Casanova, capaz de diminuir o custo de construção de uma casa em até 50%, utilizando solo, água e um pouco de cimento verde, ou seja, escoria das indústrias de siderúrgica, nas fundações e na confecção de tijolos. A proporção de cimento varia entre 5 e 10%, dependendo da consistência do solo, logo a massa deve ser correctamente colocada em prensas manuais ou hidráulicas e compactada. Após serem retirados da prensa, os tijolos devem permanecer num ambiente húmido, sem vento e sem sol, durante uma semana. As peças são produzidas para serem simplesmente encaixadas uma nas outras, dispensando o uso de argamassa. A montagem das casas feitas com este tipo de tijolo pode-se comparar à montagem de Legos.

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     Este tipo de tijolo, ao contrário do de cerâmica, dispensa o cozimento. Assim, são menos 12 árvores de médio porte ou 170 litros de óleo que deixam de ser queimados a cada milhar de tijolos. As telhas também ecológicas, são produzidas através de fibras vegetais e betume.
     A reutilização de resíduos permite que os amontoados de escória desapareçam em vez de causarem poluição estética e/ou dos solos, por outro lado esta pode ser uma maneira de as empresas obterem mais lucros, rentabilizando o que antes era lixo e tinham quer pagar para se livrar dela.
     Do outro lado do atlântico, em Portugal, desenvolvia-se um projecto semelhante, apoiado também ele em técnicas dos tempos mais antigos. Guy Arnaud da Cunha, estudante de Arquitectura da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão criou um projecto de casa ecológica, em betão-leve , feita com tijolos à base de papel e com uma pequena percentagem de cimento.
     No excerto a seguir podemos perceber melhor este projecto:
"Esta tecnologia junta o conhecimento de outras civilizações às novas técnicas de construção conseguindo óptimos desempenhos de isolamento térmico e acústico", afirmou o "inventor" em declarações a agência Lusa. O custo é oito vezes inferior aos materiais convencionais e desempenho tornam-no atractivo. A custo da casa será oito vezes mais reduzido do que se fosse construída com materiais convencionais, refere o estudante, que frequenta o 2.° ano da licenciatura, e apresentou o projecto, intitulado "À porta do caracol", à empresa Edit Value de Braga, que apoia a criação de empresas por alunos de instituições do Ensino Superior.
Guy Arnaud concebeu no projecto uma casa típica do Minho, constituída por três quartos, duas casas de banho, cozinha, sala comum, átrio de entrada e varanda, com uma área total de 208 m2 , pelo preço estimado de 75.000 euros. O betão-leve , segundo Guy da Cunha, tem uma densidade e resistência térmica superiores à do betão, um alto coeficiente de resistência à compressão e boa resistência sísmica.
"O poder de isolamento é quatro vezes superior à lã de rocha, 100 vezes ao tijolo-burro e 300 vezes ao granito", acentua, acrescentando que presenta baixa condutividade e tem grande resistência ao fogo.
"Sem aquecimento e arrefecimento artificial, com este betão, o habitáculo mantém uma humidade constante de 60 por cento, essencial para uma ambiente saudável", garante Arnaud .
Para regular a temperatura, a casa será equipada com um sistema do tipo "poço canadiano", que garante uma temperatura de 19° C no Inverno e 24°C no Verão.
No saneamento e condutas de água, Arnaud desenvolveu um projecto que reaproveita a água das chuvas, utilizando-as no autoclismo e na rega, e optou pela utilização de uma fossa séptica biodigestora para melhoria do saneamento rural e desenvolvimento da agricultura biológica.
Entre outros projectos, Guy da Cunha pretende criar uma empresa de construção deste tipo de habitações.
Fonte: Jornal de Notícias de 22 de Março
 
     Para além das inovações já referidas existem outros pormenores que por vezes ficam esquecidos no momento de idealização e concepção de uma casa, é o caso da adaptação ao clima. A boa localização das janelas pode diminuir necessidades energéticas na medida em que pode aumenta a luminosidade e arejamento.
      Outro ponto a ter em conta é a redução de produtos da combustão dentro da casa, por isso todos os equipamentos que realizam combustão deveriam ter respiradouros para o exterior e monitores de monóxido de carbono deverá existir uma entrada de ar na habitação para compensar o oxigénio que é consumido.
     Também a gestão da água é muito importante, por exemplo, o prolongamento dos telhados reduz as infiltrações de água e consequentemente os problemas de humidade e o crescimento de fungos, que causam alergias. Outro exemplo é o sistema de drenagem, que se for bom e envolver o edifício evita a acumulação de água em seu  redor. No interior também devem existir formas eficientes de libertar a humidade (nos quartos de banho e na cozinha, fundamentalmente), bem como formas de drenar a água em caso de acidente.
     Uma casa não é para sempre, também ela tem a sua durabilidade assim, a construção de uma casa deve ser feita a pensar na sua longevidade, por isso é preferível investir um pouco mais e comprar materiais de qualidade e com garantia alargada, do que materiais económicos que requerem mais manutenção, logo mais gastos. Ao fim de alguns anos, o montante poupado inicialmente pode já ter sido ultrapassado pelo dispêndio em sucessivas reparações.
Actualmente muitos construtores civis já substituíram as tintas de base aquosa tintas à base de solventes que libertam menos compostos orgânicos voláteis;
     Na maioria das vezes as pessoas optam pelo mais barato o que nem sempre é o mais ecológico e a longo prazo o mais económico. Na situação actual, todos nós devemos ter em conta os materiais utilizados na construção nas nossas casas e tentar tirar o maior proveito dos recursos naturais de forma a tornar a nossa casa uma casa mais ecológica, pois não basta só reciclar para tudo melhorar.

 

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Publicado por acienciaeofuturo às 08:58
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Transportes

        Às oito estamos em casa, às nove no trabalho, à uma no restaurante, às duas novamente no emprego, às seis no hipermercado e às sete regressamos a casa. Parece um dia simples, tal como todos os outros, mas a deslocação efectuada é considerável, pois são algumas dezenas de quilómetros, que devido ao tipo de vida que possuímos, temos de realizar diariamente. Se multiplicarmos esses quilómetros por milhares de milhões de pessoas no mundo, dava para ir e voltar da Lua alguns milhares de vezes por dia.
        O ser humano tem actualmente uma grande necessidade de deslocação, e para esse fim são precisos meios, que neste caso são os transportes, os quais estão a consumir os recursos naturais e a poluir o ar que respiramos. No entanto, nos últimos anos tem havido um aumento da preocupação considerando esse aspecto, o que impulsionou a investigação relativamente a fontes alternativas. O objectivo é conseguir uma fonte praticamente inesgotável e não poluente. Contudo, o principal desafio colocado aos cientistas é alcançar essa fonte alternativa a um custo acessível, e principalmente conseguir torná-lo o mais energético possível de forma a mover os veículos dos quais necessitamos. O hidrogénio poderá ser essa fonte energética alternativa aos actuais combustíveis fósseis. O abastecimento é um problema grave, já que, como no GPL, é um processo complicado, devido ao perigo de explosão iminente. Contudo, o maior problema será a obtenção desta matéria, que poderá ter custos elevadíssimos. A maior reserva que existe na Terra de hidrogénio encontra-se na água, a qual encontramos nos mares e oceanos, mas a separação da molécula de oxigénio da de hidrogénio, é um processo que continua em fase de estudo na tentativa de reduzir os custos e encontrar um forma de armazenamento fiável. Por exemplo, uma notícia que saiu no “O Primeiro de Janeiro”, enuncia o motor que converte álcool comum (etanol) em hidrogénio:

“A Universidade de Campinas Unicamp ), no Estado de São Paulo, está a desenvolver um novo motor que converte etanol (álcool comum) em hidrogénio. O novo aparelho pode ser utilizado não só em carros mas também como fonte de energia eléctrica. O novo motor é cerca de cinco vezes mais económico do que os actuais motores de combustão e, além disso, tem pouca ou nenhuma emissão de poluentes. A principal inovação do motor, que está a ser desenvolvido por uma equipa do Laboratório de Hidrogénio da Unicamp , é um aparelho reformador (conversor) de etanol que permite a produção de hidrogénio a partir do álcool. Isso torna este motor mais vantajoso do que os utilizados em actuais protótipos de carros a hidrogénio, em que, para o veículo ter uma boa autonomia, é necessária a colocação de vários cilindros de gás.”
        
        É uma ideia bastante interessante, a do aproveitamento do álcool para energia. Outra investigação interessante é a efectuada pelos investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison , que estão a tentar obter hidrogénio através das plantas, uma vez que a biomassa possui esse elemento. Pois agora o investimento necessário para o catalisador já cabe no orçamento energético. (fonte: www.sciam.com )
        Outras fontes revelaram que afinal o hidrogénio pode não ser a solução:
“Segundo um estudo recente do Instituto Americano CTI (Instituto Tecnológico da Califórnia), o hidrogénio pode afinal trazer tantos ou mais problemas do que os que enfrentamos com os combustíveis fósseis. A diferença está no facto de nos podermos prevenir e actuar no sentido de evitar o que se passou com os combustíveis fósseis e com outros químicos, que entre outros problemas levaram ao buraco do ozono, ao aquecimento global, ao efeito estufa, às chuvas ácidas e outros fenómenos atmosféricos de carácter destrutivo. O problema está na perda do hidrogénio que os motores dos carros a hidrogénio terão e na consequência a nível atmosférico dessa libertação. Tal como nos carros actuais, existem fugas a nível dos gases que entram na combustão e essa fuga tem sido minimizada nos escapes através de filtros e de reforços a nível dos depósitos, mas nos carros a hidrogénio é apontado um valor na ordem dos 10 a 20% para essas perdas. Esta percentagem poderia originar a libertação de 60 a 120 triliões de gramas de Hidrogénio por ano, se considerarmos um cenário em que o hidrogénio substituiria os combustíveis fósseis por completo.”
 
        Porém, todas as referências aqui citadas são investigações, que podem ou não num futuro próximo tornarem-se realidade. Até lá teremos de nos acomodar com o que possuímos.
        A evolução toma vários rumos. No caso dos transportes, temos a fonte energética já referida, mas podemos também enunciar o comodismo, a aerodinâmica, a facilidade na condução, entre outros. Vamos agora abordar a área que tenta tornar a condução mais cómoda e fácil.
        Os primeiros veículos não estavam dotados de suspensões hidráulicas, sistemas de segurança activa e passiva, programas de estabilidade, enfim... Actualmente, há veículos que reagem à voz do condutor, identificam quantos passageiros se encontram dentro do veículo, adaptam o sistema de ventilação, etc. Vamos falar de alguns projectos recentes que estão a decorrer no mercado automóvel.
        A Daimler-Benz , empresa responsável pela Mercedes-Benz , está a desenvolver um piloto automático que consiga conduzir sozinho em qualquer tipo de condições.
        Trata-se de um total de quase 100 câmaras e sensores que conseguem identificar objectos, temperatura, forma, distância e velocidade. É um projecto ainda deveras verde, mas que irá revolucionar os transportes. Imagine se a carta de condução fosse prescindível. Apenas fosse necessário entrar no veículo indicar o local desejado e ele nos levasse com toda a segurança. Este sistema, segundo a Mercedes, trabalha em sincronização com o GPS (Global Position System ).
        Outros projectos são os da BMW (Bayerische Motoren Werke ), que já englobam no seu jipe X5 um sistema que supervisiona a velocidade com a estrada. Quer isto dizer, se entrar numa curva que não conheça e entre a uma velocidade com a qual será difícil de a fazer com sucesso, o veículo adverte-o e reduz automaticamente a velocidade para que a possa efectuar com sucesso. Outro é o estacionamento automático, que é um sistema composto por sensores laterais, e caso encontre um parque onde o veículo se ajuste, estaciona sozinho. Muito inteligente, visto ser das manobras mais difíceis de se realizar.

 

 

 

 

        Todavia, também há projectos que não encontram apenas benefícios. Por exemplo um estudo efectuado aos ares condicionados dos veículos:
“Instalados em casa, no automóvel ou num local público, esses aparelhos estão sempre a emitir gases com efeito de estufa, segundo um perito da agência francesa para o ambiente e o controlo da energia ADEME ). E isso porque funciona com fluidos produtores de frio à base de hidrofluorocarbonetos HFC ), substâncias com poder de aquecimento 1300 vezes superior ao do gás carbónico CO2 ), o mais conhecido dos gases responsáveis pela mudança do clima. Calcula-se que um automóvel climatizado gaste 25 a 35 por cento mais combustível na cidade e 10 a 20 por cento em estrada.”
                                                   Artigo do jornal “Expresso”
 
        Para controlar algumas das emissões de gases de efeito estufa por parte dos transportes, a União Europeia beneficia os compradores destes no caso da viatura ser mais ecológica. Os automóveis híbridos são um exemplo, visto que o seu motor tem recurso eléctrico, dispensando assim a gasolina durante uma velocidade constante. Outro recurso para reduzir as emissões é o sistema de transportes públicos existentes. Desta forma verificamos que a nossa grande dependência pela mobilidade pode ser mais saudável para o ambiente, caso as descobertas sejam prósperas.  
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Publicado por acienciaeofuturo às 08:54
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Estado Energético Actual

Diz a mitologia grega que Prometeu ficou encarregue de distribuir as características aos seres, aquelas que os tornariam especiais e diferentes uns dos outros. Contudo, este deixou a sua tarefa ao seu irmão, Epimeteu , a seu pedido. Todos ficaram com uma especialização física, excepto o Homem, pois este encontrava-se no fim da fila e não restava mais nada para lhe atribuir. Assim, desesperado, Epitemeu roubou a arte do fogo e do conhecimento a um deus inferior a Zeus, e aplicou-as ao Homem. O romantismo deste mito vem mostrar que somos animais fisicamente inadaptados ao meio, e que a única potência para a nossa sobrevivência é a razão, capaz de inventar e criar condições para a vida. Capacitados de dominar o fogo, começamos a subir na cadeia alimentar, e tornamo-nos seres eficientes em instrumentos, em tirar vantagem daquilo que não é anatomicamente nosso. Resguardamo-nos em cavernas, tornamo-nos sedentários, e construímos casas. Actualmente, procuramos construir dois mundos: o natural e o humano. Levantamos cidades e tornamo-nos dependentes das nossas habitações e do consumo de energia.
 Entra nas nossas casas uma das maiores descobertas de manipulação que o Homem alguma vez elaborou: a electricidade. Isto porque esta é um fenómeno natural, lei física de vários corpos, que observávamos durante as tempestades, incrédulos com o seu poder, deslumbrados com a sua aparência luminosa. O caminho para a produção de electricidade foi longo e demorado, sendo que o primeiro contacto manufacturado foi feito pelo filósofo Tales de Mileto. Actualmente, essa propriedade física ocupa um lugar de extrema importância na sociedade. Durante o inquérito realizado, as respostas à pergunta “como pensas que seria a comunidade contemporânea sem electricidade?” apontaram para um atraso na qualidade de vida, ou seja, esta seria retrógrada e sem as condições que desfrutamos no quotidiano. Observa-se, também, uma crença na possibilidade para uma alternativa à mesma, contudo ninguém refuta a sua importância. Isto porque a electricidade proporcionou-nos melhores condições de vida, senão vejamos os aparelhos que utilizamos para nosso conforto. Durante o período de 1985 até 1998, a procura desta fonte energética subiu de 2 TWh para 3TWh , apenas em Portugal. A REN apresenta dois cenários de evolução do consumo final para o ano de 2020. O primeiro espera um crescimento para os 7.5 TWh , enquanto que o segundo aponta para os 5.7 TWh . O gás natural é um dos principais recursos na produção dessa energia, cerca de 11000 GWh , ou seja, 23% da electricidade total produzida, derivada das centrais termoeléctricas. Este número tende a aumentar, sobretudo em regimes de seca, já que a produção nas centrais hidroeléctricas diminui. Estas últimas produzem 21%, e numa perspectiva futura evoluirão pouco. É também de acrescentar que os fuelóleos decresceram desde o início do milénio. Contudo, não é possível retirar a importância que o petróleo e o carvão desempenham nos dias que correm. Analisaremos melhor este último ponto na abordagem às energias não renováveis.
Em suma, a procura energética aumenta com o desenvolvimento industrial e tecnológico, sendo a sua produção diversificada.
 

 

 

 
 
 
 

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Créditos de imagem: autoria de localZero (http://localZero.deviantart.com)
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Tecnologias

              Actualmente, estamos perante tanta tecnologia que o nosso comportamento se tornou intuitivo defronte delas. Temos uma imensidão de ciência à nossa volta que a sua presença se torna banal, mas ao mesmo tempo imprescindível. Por mais que muita gente diga ser capaz de sobreviver sem as tecnologias actuais, constata-se que a nossa dependência é maior, principalmente nas novas gerações que surgem, pois nascem com um computador no colo, telemóvel numa mão e comandos na outra. Perguntamo-nos, “como será o futuro?”, e “onde vai acabar isto?!”, porém, sem capacidades preditivas, apenas podemos afirmar com toda a certeza que o presente será a base do futuro, tal como o passado é a base do presente.
Actualmente entramos numa casa, e por mais vulgar que seja, ela é uma autêntica máquina tecnológica. Sistemas Hi-fi de alta qualidade, sistemas de som 5.1, 7.1, televisões de alta resolução (HD – High Definition), máquinas digitais, gravadores, leitores de DVD e muito mais, enfim, máquinas para fazer tudo. Agora, a grande questão é: será que no futuro teremos também máquinas totipotentes, ou uma máquina que concentre todas as funções domésticas? É interessante pensar nisto, mas para chegarmos a este ponto tivemos de renovar algumas das tecnologias que já antigamente usamos. Do disco de Vinil, passamos às cassetes, seguidamente para os CD’s, destes para o mini-disc e do mini-disc para cartões de memória de reduzida dimensão. Será  que ficamos por aqui, ou iremos continuar nesta compra e troca para uma actualização constante?
Agora que estamos a falar em compras, podemos referenciar os tão necessários electrodomésticos que estão a mudar de perfil e a ganhar sensores, funções anti-bacterianas e mesmo TV. Há até modelos que dispensam ajustes na hora de lavar louça, e chegam a evitar que a comida se queime no fogão. No entanto, na compra de qualquer material doméstico, do qual façamos um uso constante, devemos ter em conta diversos factores como o gasto energético, a segurança e a poluição. Deve ser considerado o impacto que possa provocar no ambiente, pois nos frigoríficos e ar condicionados, os CFC’s são potencialmente poluentes para a camada de ozono. Tendo em conta o gasto energético, na compra de frigoríficos e máquina de lavar roupa/louça, ter em atenção a etiqueta da PROCEL (Programa Nacional de Consumo de Energia Eléctrica). As máquinas classificadas com a etiqueta A, são as que consomem menos energia. Letras a seguir (B, C, D), são as que consomem mais. Por vezes aparece B+, mas não vos deixeis enganar, pois mesmo tendo um mais, continuam a consumir mais do que as de letra A. Na compra de fogões, preste em atenção a etiqueta da CONPET (Conservação de Petróleo) e, tal como nos frigoríficos e máquinas de lavar roupa/louça, a letra A é que menos consome. A nível da segurança, por exemplo, existem ainda mais cuidados que se podem ter, como em fogões que desligam automaticamente o gás caso não esteja nenhuma chama presente.
O futuro de todos estes electrodomésticos, não consiste num aumento de tecnologia, mas sim numa diminuição de consumos e poluição em relação ao preço e qualidade. As diversas empresas estão numa rivalidade constante para conseguir o menos poluente, mais eficaz e mais barato electrodoméstico de todos. É graças à competição que as máquinas evoluem, pois se não houvesse esta constante concorrência, não seria necessário dispensar dinheiro para a investigação.
A nível tecnológico, temos já frigoríficos com televisão incorporada, compartimentos com temperaturas distintas, sensores que detectam quando a porta foi deixada aberta, e emitindo um sinal sonoro nesse caso. Nos fogões, controlo de programação temporária, que regula o tempo necessário de cozedura. Nos lava-loiças, sensores que determinam a quantidade de água e a temperatura necessária à lavagem. Nas máquinas de lavar a roupa, sistemas que quase deixam o vestuário passada a ferro, sistemas anti bacterianos (a prata) que deixam as vestes esterilizadas durante mais de 30 dias e sensores que determinam a quantidade de água de acordo com a quantidade de roupa. E há ainda muito mais escondido atrás de todas aquelas chapas…
Num inquérito realizado a diversas faixas etárias, o conhecimento no manuseamento dos aparelhos domésticos é de aproximadamente 66%. Daí se deduz que há um bom domínio dos mesmos, isto porque é cada vez mais acessível, por isso dizer que se sabe trabalhar com esses aparelhos, é mentira, já que o conhecimento que está por de trás dessas “caixas tecnológicas” é muito mais complexo do que o exigido ao utilizador comum, visto que é essa mesma complexidade oculta que a torna simples. Basta ligar a ficha na corrente na maior parte das vezes. Chegou-se quase ao ponto de colocar qualquer coisa para o forno, dizer-lhe o que se colocou lá dentro, e ele cozinha. Será isto saber cozinhar? Estamos cada vez mais habituados ao bem-estar,  que no caso delas nos fossem retiradas, seríamos como soldados sem armas, guerreiros sem espadas.
            As tecnologias, por mais supérfluas que sejam, são factores económicos e de desenvolvimento de uma região ou país, porque um maior estado de progresso tecnológico de um país torna-o mais reconhecido, uma vez que o acesso às tecnologias implica  poder de compra e investimentos. Quanto mais avançado for a tecnologia, mais cara ela é, por isso, apesar de ja existir alguma tecnologia de ponta, esta está limitada a um grupo restrito de pessoas. A ideia principal é que a tecnologia de facto existe, e está em evolução, talvez como Darwin diz, para estar mais apta ao novo meio, que neste caso é o futuro.
 
 

 

 

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Publicado por acienciaeofuturo às 08:49
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Energias Renováveis e Não Renováveis

Ora, constata-se que na Europa 80% da electricidade é utilizada para aquecimento, e apenas uma pequena percentagem para iluminação. Porém, existe também aquela que é perdida, já que o rendimento dos aparelhos nunca chega a 100%, logo, alguma dessa energia dissipa-se sob forma de calor (considerado desperdício quando não nos referimos a aquecimento das habitações). Por exemplo, num estudo da REN (Rede Nacional de Electricidade), onde são apresentadas três possibilidades de evolução da expansão de fornecimento de electricidade à população, cerca de 6 TWh terawatts hora) de energia foram perdidas nas próprias redes eléctricas no ano 2000, com tendência a aumentar para aproximadamente 8 TWh . Essa perda nas redes torna-se um problema nacional, porque pagamos a electricidade que se perde. Não é essencialmente um problema de produção, mas sim de rendimento. Contudo, como não é possível produzir toda a energia necessária na nossa rede, parte dela é importada de países como Espanha e França.
Outro problema é o excessivo consumo de combustíveis fósseis para obtenção de energia, visado pelo seu grande potencial energético. Para além dos factores económicos que acarretam, como por exemplo, a subida constante do preço do barril de petróleo, temos os factores ambientais, que hoje em dia são cada vez mais tomados em conta. Considero tardia a recente preocupação existente com o aquecimento global, o qual é consequência da emissão de gases de efeito estufa (como o CO2 e o SO2) derivados da queima desses combustíveis, porque mesmo que hoje parassem todas as emissões de gases de efeito estufa, durante os próximos anos registaríamos da mesma forma um aumento da temperatura. Isto deve-se à lenta alteração química da atmosfera. Portanto, os gases que lançamos hoje são mais um acréscimo ao problema em tempos futuros, e o que sofremos nos dias de hoje são resultado do mau uso energético do passado. Assim, ao contrário do que se pensava nos meados dos anos 80, o aquecimento global é uma realidade, potencialmente perigosa para a vida no nosso planeta. Por isso, são necessários novos hábitos energéticos. Como consequências esperadas, teremos a subida da temperatura, principalmente nos pólos, que derreterá os glaciares, e consequentemente levará à subida do nível médio das águas do mar, bem como a mais um aumento das temperaturas, uma vez que com menos superfícies de gelo, menos raios solares serão reflectidos, ou seja, ficarão aprisionados na Terra. Convido todos os leitores a verem “Verdade Inconveniente”, porque aborda e aprofunda os problemas ambientais aqui mencionados.
Existem discórdias na discussão da energia nuclear. De um lado temos a grande produção energética que é capaz de ser gerada através de dois processos: fissão e fusão nucleares; por outro lado temos o perigo ambiental que esta representa, nomeadamente com os resíduos radioactivos resultantes como o urânio empobrecido, o qual requer fortes medidas de segurança e controlo após o seu enterro para que não haja poluição do meio ambiente; e também radiações que pode provocar numa explosão da central nuclear (veja-se o caso de Chernobyl), o que pode levar à criação mutações genéticas profundas nos seres vivos que se sujeitam a elas. Assim, existem aqueles que a defendem pela obtenção de energia, enquanto que outros a atacam pelo perigo que acarreta.
De forma geral, a energia nuclear brota de reações ocorridas nos núcleos de certos isótopos, que levam à produção da energia, após a alteração da sua massa. Na fissão nuclear, isótopos de massa elevada são bombardeados com um neutrão, o que leva à divisão do elemento em duas ou mais partes, bem como a libertação de mais neutrões, os quais vão actuar sobre a massa existente, dividindo-a novamente, e assim sucessivamente. Desta forma, a divisão da matéria é uma reacção em cadeia que dará origem a energia. Este é o tipo de energia nuclear mais comum. Porém, os perigos de explosão e de poluição ambiental levam a que muitas vezes seja rejeitada, como é o caso em Portugal. Por outro lado, a fusão nuclear é o processo que ocorre nas estrelas, em que átomos de deutério se encontram num estado plasmático, devido à acção de temperaturas muito elevadas, fundem os núcleos, originando hélio (He) e grandes quantidades de energia, parte da qual é usada para a manutenção do estado plasmático, enquanto outra serve de energia útil. Este tipo de processo continua ainda em fase de prática experimental, num projecto em conjunto entre países da União Europeia e Japão (ITER). A grande dificuldade deste processo encontra-se na capacidade dos materiais de resistirem a temperaturas tão altas necessárias ao estado plasmático. Então, recorre-se ao processo de confinamento magnético.
Contudo, apresentam-se soluções viáveis a nível ambiental através de energias renováveis, ou seja, estas são um escape a muitos problemas ambientais derivados da obtenção de energia, já que são não poluentes e inesgotáveis, pois são fruto de energias naturais que são aproveitadas por nós. A sua afluência aumenta à medida que os governos estabelecem medidas ambientais, o que é o caso de Portugal, onde o número de parques eólicos disparou nos últimos anos, e se projectam grandes áreas para o proveito da energia solar. Além disso, exploramos os cursos hídricos de forma satisfatória (entre 20% a 30% da produção total). Assim, encontramo-nos nos primeiros países europeus mais desenvolvidos nesta matéria. Porém, é necessário aumentar o número de estruturas em diversos ramos, pois o rendimento destes tipos de energia ainda não é capaz de satisfazer as procuras totais do SEP (Sistema Eléctrico de serviço Público), e está muito dependente das condições que a circunstância fornece, ou seja, a produtividade está directamente relacionada com as condições presentes durante um certo espaço de tempo num determinado local.  
Segundo o estudo da REN mencionado atrás, as procuras do SEP serão satisfeitas. Todavia, cabe a cada indivíduo racionalizar o consumo de energias, visto que caminhamos para uma crise energética, visada pela dependência de energias não renováveis para a sua produção, e pela escassez das mesmas (petróleo, carvão e gás natural).

 

 

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Créditos de imagem: autoria de Irene Gouvinhas 12º A, CNSB (06/07)
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A medicina do Futuro

“Sei que esta ínfima coisa
 Irá salvar miríades de homens.
Oh Morte, onde está o teu poder?
A tua vitória, oh túmulo?”
                                            Ronald Ross (1857-1932)

 

     Hoje em dia, a abordagem feita ao atendimento médico parece prender-se com as condições das instalações hospitalares e com a falta de profissionais na área da saúde. Fala-se também no facto do curso de medicina estar fora de alcance ao comum dos mortais estudantes, mas também de que os níveis de exigência em relação aos técnicos de saúde devem ser aumentados. Considerações à parte, sendo natural o reparo dos utentes em relação a uma área literalmente vital para eles, é também natural a tentativa de prever o futuro da medicina, como inserida num todo conjunto de prestações de serviços cujas técnicas estão à mercê do avanço científico e tecnológico. 
     Há certos campos previstos de estar em voga no futuro, como é o caso da Medicina Estética. Num mundo que sobrevaloriza o aspecto, a preocupação com a beleza termina muitas vezes nos blocos operatórios. Essa preocupação pode destacar-se positivamente da futilidade estética quando se fala da obesidade, por exemplo, tão comum hoje em dia, entrando-se num campo onde a beleza e a saúde se confundem - com a legitima necessidade de auto-estima, necessária para uma boa qualidade de vida, intimamente ligada à saúde. A boa aparência é pretendida como exterior de um corpo saudável, mas não é por aqui, porém, que se fica a previsão para os cuidados médicos dos próximos anos.
     A medicina do futuro está, como o resto, praticamente dependente do avanço dos restantes campos da ciência, mas também subjugado à aceitação da sociedade e de entidade especializadas mediante os impactos que pode provocar na tranquilidade ética. Assim, nos próximos tempos veremos mudanças radicais no tratamento das doenças, cuja antecipação poderá preparar mentalidades para a sua aceitação ponderada.
     Toda a insegurança perante a medicina do futuro anda de mãos dadas com a esperança nela depositada, por estar assente, em grande parte, numa das áreas de maior expectativa: a genética. Baseada neste ponto, Mayana Zatz , geneticista brasileira, reitora de pesquisa e directora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, admite a medicina do futuro como uma medicina 4P ”. Parecendo uma designação estranha perante a perspectiva que consideramos da nossa actual medicina, passamos a explicar.
     Uma medicina 4P ” representa uma medicina Preditiva , Preventiva, Personalizada e Participativa – baseada em projectos de renome mundial cuja aplicação poderá ser mais prática do que se pensa (o famoso Projecto Genoma , e outros mais desconhecidos como Projecto Transcriptoma (expressão genética), o Projecto Proteoma (produção proteica) e o Projecto Metaboloma (produção de metabólitos ).

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 Crédito de imagem: autoria de mahmoody (http://mahmoody.deviantart.com)

     A componente preditiva vai recair sobre a antevisão de doenças possíveis de serem desenvolvidas por um paciente, através do estudo do seu genoma pessoal, entrando depois na componente preventiva, num evitar de enfermidades.  Quando estas forem inevitáveis, não sendo suficiente a previsão feita, talvez já rotineiramente, o seu tratamento será personalizado, ou seja, individual, com o desenvolvimento dos fármacos adequados os genes de cada um. Perante tudo isto, a componente participativa provirá do facto de o paciente estar consciente do seu potencial genético, predisposição para doenças e possibilidades de tratamento, podendo intervir activamente no campo da sua saúde. A acrescentar temos ainda a medicina Regenerativa, que pretende actuar ao nível da substituição de células danificadas, levando ao aumento da esperança média de vida.
     Este conjunto de práticas médicas pode fazer-nos imaginar o fim das listas de espera, da má reacção a medicamentos ou mesmo do cancro e outro tipo de doenças. Todavia, não sendo ainda possível prever repercussões positivas ou negativas, podemos facilmente conjecturar a dificuldade que será a implantação de novos métodos num serviço médico tão debilitado, para além das implicações ética que a dita mudança na medicina poder a provocar. A maior polémica prende-se com a liberdade de informação pessoal: enquanto que os benefícios da medicina dita 4P ” para o próprio paciente serão previsivelmente numerosos, a informação de uma potencial enfermidade poderá prejudicar a obtenção de um seguro ou a candidatura a um emprego. Perante tal cenário, já grande é a discussão sobre o limite de conhecimento disponível, mas o consenso prende-se numa clara mudança de mentalidades adaptada à mudança do tratamento médico e ao novo fluxo de informação. Pretende-se uma base de dados necessária, mas cujo acesso será limitado; e uma legislação rígida o suficiente para prevenir as impensáveis discriminações.
     Porém, nem assim todos os problemas ficariam resolvidos, já que o abranger da nova medicina a toda a população seria lento e custoso. Para evitar o privilégio de certos grupos sociais será inevitável muito esforço e dedicação, tanto da classe médica e relacionados como de políticos e governantes. É necessário rever prioridades e permitir que o avanço científico e tecnológico seja usado da melhor maneira para nosso próprio benefício. Para que a falada medicina do futuro seja de facto viável, é necessário que a saúde esteja na linha da frente das prioridades de todos.

 

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Grandes Descobertas

“O acaso só favorece aos espíritos preparados e não prescinde da observação.”
Louis Pasteur (1822 – 1895)
 
         Já muitas vezes se ouviu que algo se descobriu acidentalmente, mas será legítimo questionar o lugar do acaso nas descobertas científicas? Popper é assertivo na sua posição quando defende o método científico como a receita a seguir pelos cientistas nesta complexidade que é “fazer ciência”, mas como negar a quantidade de descobertas que não foram fruto de uma investigação que se lhes dirigia?
         A ciência é vista geralmente como um conhecimento metódico que visa o atingir de objectivos previstos no seguir de um protocolo, mas o historial de cientistas que simplesmente esbarraram com situações mais tarde reconhecidas como relevantes esbate essa ideia. Assim, é necessário que o acaso esteja inserido no grande tema do site, num referir da sua participação pouco ortodoxa no rigor científico e no reflectir no futuro da investigação.
         Temos vários exemplos para expor tendo em conta a não expectativa do cientista, que apresentamos seguidamente.
         Alexandre Fleming era bacteriologista no St . Mary’s Hospital, em Londres, Inglaterra, e ambicionava encontrar substâncias que impedissem a infecção das feridas, preocupação extrapolada dos hospitais de campanha da I Guerra Mundial, onde havia trabalhado como médico, para o seu laboratório. Após pequenas descobertas não conclusivas, Fleming deparou-se com uma situação não prevista.
         Em Agosto de 1928, o cientista foi de férias deixando para trás culturas de estafilococos, de forma imprudente, pois não as inutilizou nem, pelo contrário, guardou devidamente. Assim, quando regressou no mês seguinte encontrou as bactérias contaminadas com mofo, procedendo já à medida mais correcta, indo lavar e esterilizar o material. A acção não foi concretizada devido à chegada de Dr. Merlin Pryce , antigo assistente de Fleming, que se mostrou interessado no desenvolver do seu trabalho. Este último mostrou-lhe as culturas afectadas e foi aí que notou a presença de uma substância bactericida que parecia impedir o contágio do mofo em certas zonas da cultura – o fungo que causara o mofo segregava uma substância que matava as bactérias. Após tal verificação, o bacteriologista decidiu então, fazer mais estudos sobre culturas desse fungo, identificado como Penicillium notatum , de onde deriva o nome da conhecida Penicilina, por ele produzida. Os seus efeitos bacteriológicos verificaram-se benéficos, e a descoberta de Fleming acabou por encontrar gigantesca utilidade, tendo o seu impacto sido inicialmente sentido na II Guerra Mundial.
         É de considerar a presença de uma chamada “coincidência”, já que se afirma que apenas a exacta sequência de eventos que se acabaram por concretizar poderia ter culminado no que se assume como o início da era dos medicamentos – a descoberta da penicilina. Após várias tentativas falhadas de reunir as mesmas condições para que a descoberta se repetisse, chegou-se à conclusão que muitos factores foram cruciais para os resultados de Fleming: o tipo de fungo, por ser um dos três melhores produtores de penicilina; o facto de o seu laboratório estar sob outro que realizava pesquisas em fungos; o tempo necessário ter sido permitido devido às férias de Alexandre Fleming; a temperatura ideal ter sido fornecida por uma inesperada onda de frio durante o Verão londrino; e a conservação das culturas permitida pela inocente entrada de Pryce no laboratório, impedindo as limpezas de Fleming. Apenas na junção de todos estes aspectos aparentemente triviais pôde ter sido decoberta a penicilina, neste caso, mas é nosso dever referir outro: a predesposição do cientista para reparar no que muitos teriam ignorado – e só assim o acaso se elevou ao posto que muitos cientistas pretendem alcançar.

         Outra situação ilustrativa é a descoberta do fósforo, um acidente de percurso nas ambições de um alquimista. Em 1669, o alemão Henning Brand ambicionava a Pedra Filosofal, tentando transformar metal em ouro. Para isso, teve a incrível ideia de encher 50 baldes de urina, deixá-los putrificar e criar vermes, tendo fervido a substância até conseguir uma pasta branca fétida que destilou de seguida. Acabou por conseguir uma substância cerosa translúcida, que brilhava no escuro e entrava em combustão espontânea quando exposta ao ar, sendo, por isso, chamado de “Fósforo” (Phosphorus, o "portador da luz"). Brand acabou muito longe do seu objectivo, mas o que hoje se considera ter sido obra do acaso foi-lhe talvez mais compensador, já que, não se conhecendo outras vias de produção do novo elemento descoberto, o fósfoforo chegou a ser vendido ainda mais caro que o ouro. O acaso foi uma espécie de engano: na procura de A, encontra-se B, e, mesmo despropositadamente, isso pode ter um grande impacto científico, como se verificou no próximo exenplo.

         Em 1963, Arno Penzias e Robert Wilson trabalhavam com uma antena para medir microondas quando encontraram um barulho estático desconhecido e irritante que prejudicava os seus resultados. Mesmo lutando contra tudo o que pudesse ser causador de tal ruído, tendo verificado toda a antena, revisto todos os circuitos eléctricos, afastando os pombos e limpando os seus dejectos, os cientistas de Holmdel, Nova Jersia, não conseguiram eliminar o som incómodo e de origem incerta. Entretanto, na Universidade de Princeton, a apenas 50 km da situação anterior, Robert Dicke procurava, ainda sem sucesso, aquilo de que se queriam livrar os cientistas anteriores – a Radiação Cósmica de Fundo. A equipa de Dicke estava a desenvolver a ideia do físico russo George Gamow, que previu esta radiação teoricamente; acontecia era que nenhum dos investigadores de Holmdel tinha conhecimento disso. No entanto, Penzias e Wilson telefonaram para Princeton, com esperanças que Dicke lhes resolvesse o problema. Este, ouvindo o que deitava por terra o seu enorme esforço, dirigiu-se à sua equipa numa frase que ficou famosa: “Rapazes, passaram-nos a perna.” Assim, por essa descoberta e descrição tão importante para o estudo do universo, Penzias e Wilson receberam o Prémio Nobel da Física em 1978, apesar de terem descoberto algo que não procuravam, não souberam explicar nem continuaram a estudar. Ainda assim, foi o seu espírito curioso que os manteve na procura de uma explicação, os impediu de desistir e os impeliu para trocar ideias com outros cientistas.
         O acaso pode não ter grande valor para quem vê a ciência com a simplicidade de um protocolo, mas a descoberta dos raios-x, do efeito fotoeléctrico, da fotografia, da radiação e dos casos atrás descritos, por exemplo, obrigam o espectador comum a considerar um outro lado da ciência: um lado aberto à imaginação, ao questionar dos fenómenos e ao flexibilizar dos objectivos a alcançar. Acima de tudo, são os espíritos curiosos e inquietos dos cientistas que tornam as descobertas acidentais completamente legítimas, já que dependem dos sentidos de quem as percepcionam e da importância que lhes é dada. Talvez isto contradiga Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do sec. XIX, quando este afirmava não existir vento favorável para quem não sabe para onde vai. Será?
 

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A Ciência e o Futuro

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