Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Tecnologias

              Actualmente, estamos perante tanta tecnologia que o nosso comportamento se tornou intuitivo defronte delas. Temos uma imensidão de ciência à nossa volta que a sua presença se torna banal, mas ao mesmo tempo imprescindível. Por mais que muita gente diga ser capaz de sobreviver sem as tecnologias actuais, constata-se que a nossa dependência é maior, principalmente nas novas gerações que surgem, pois nascem com um computador no colo, telemóvel numa mão e comandos na outra. Perguntamo-nos, “como será o futuro?”, e “onde vai acabar isto?!”, porém, sem capacidades preditivas, apenas podemos afirmar com toda a certeza que o presente será a base do futuro, tal como o passado é a base do presente.
Actualmente entramos numa casa, e por mais vulgar que seja, ela é uma autêntica máquina tecnológica. Sistemas Hi-fi de alta qualidade, sistemas de som 5.1, 7.1, televisões de alta resolução (HD – High Definition), máquinas digitais, gravadores, leitores de DVD e muito mais, enfim, máquinas para fazer tudo. Agora, a grande questão é: será que no futuro teremos também máquinas totipotentes, ou uma máquina que concentre todas as funções domésticas? É interessante pensar nisto, mas para chegarmos a este ponto tivemos de renovar algumas das tecnologias que já antigamente usamos. Do disco de Vinil, passamos às cassetes, seguidamente para os CD’s, destes para o mini-disc e do mini-disc para cartões de memória de reduzida dimensão. Será  que ficamos por aqui, ou iremos continuar nesta compra e troca para uma actualização constante?
Agora que estamos a falar em compras, podemos referenciar os tão necessários electrodomésticos que estão a mudar de perfil e a ganhar sensores, funções anti-bacterianas e mesmo TV. Há até modelos que dispensam ajustes na hora de lavar louça, e chegam a evitar que a comida se queime no fogão. No entanto, na compra de qualquer material doméstico, do qual façamos um uso constante, devemos ter em conta diversos factores como o gasto energético, a segurança e a poluição. Deve ser considerado o impacto que possa provocar no ambiente, pois nos frigoríficos e ar condicionados, os CFC’s são potencialmente poluentes para a camada de ozono. Tendo em conta o gasto energético, na compra de frigoríficos e máquina de lavar roupa/louça, ter em atenção a etiqueta da PROCEL (Programa Nacional de Consumo de Energia Eléctrica). As máquinas classificadas com a etiqueta A, são as que consomem menos energia. Letras a seguir (B, C, D), são as que consomem mais. Por vezes aparece B+, mas não vos deixeis enganar, pois mesmo tendo um mais, continuam a consumir mais do que as de letra A. Na compra de fogões, preste em atenção a etiqueta da CONPET (Conservação de Petróleo) e, tal como nos frigoríficos e máquinas de lavar roupa/louça, a letra A é que menos consome. A nível da segurança, por exemplo, existem ainda mais cuidados que se podem ter, como em fogões que desligam automaticamente o gás caso não esteja nenhuma chama presente.
O futuro de todos estes electrodomésticos, não consiste num aumento de tecnologia, mas sim numa diminuição de consumos e poluição em relação ao preço e qualidade. As diversas empresas estão numa rivalidade constante para conseguir o menos poluente, mais eficaz e mais barato electrodoméstico de todos. É graças à competição que as máquinas evoluem, pois se não houvesse esta constante concorrência, não seria necessário dispensar dinheiro para a investigação.
A nível tecnológico, temos já frigoríficos com televisão incorporada, compartimentos com temperaturas distintas, sensores que detectam quando a porta foi deixada aberta, e emitindo um sinal sonoro nesse caso. Nos fogões, controlo de programação temporária, que regula o tempo necessário de cozedura. Nos lava-loiças, sensores que determinam a quantidade de água e a temperatura necessária à lavagem. Nas máquinas de lavar a roupa, sistemas que quase deixam o vestuário passada a ferro, sistemas anti bacterianos (a prata) que deixam as vestes esterilizadas durante mais de 30 dias e sensores que determinam a quantidade de água de acordo com a quantidade de roupa. E há ainda muito mais escondido atrás de todas aquelas chapas…
Num inquérito realizado a diversas faixas etárias, o conhecimento no manuseamento dos aparelhos domésticos é de aproximadamente 66%. Daí se deduz que há um bom domínio dos mesmos, isto porque é cada vez mais acessível, por isso dizer que se sabe trabalhar com esses aparelhos, é mentira, já que o conhecimento que está por de trás dessas “caixas tecnológicas” é muito mais complexo do que o exigido ao utilizador comum, visto que é essa mesma complexidade oculta que a torna simples. Basta ligar a ficha na corrente na maior parte das vezes. Chegou-se quase ao ponto de colocar qualquer coisa para o forno, dizer-lhe o que se colocou lá dentro, e ele cozinha. Será isto saber cozinhar? Estamos cada vez mais habituados ao bem-estar,  que no caso delas nos fossem retiradas, seríamos como soldados sem armas, guerreiros sem espadas.
            As tecnologias, por mais supérfluas que sejam, são factores económicos e de desenvolvimento de uma região ou país, porque um maior estado de progresso tecnológico de um país torna-o mais reconhecido, uma vez que o acesso às tecnologias implica  poder de compra e investimentos. Quanto mais avançado for a tecnologia, mais cara ela é, por isso, apesar de ja existir alguma tecnologia de ponta, esta está limitada a um grupo restrito de pessoas. A ideia principal é que a tecnologia de facto existe, e está em evolução, talvez como Darwin diz, para estar mais apta ao novo meio, que neste caso é o futuro.
 
 

 

 

Sinto-me:
Publicado por acienciaeofuturo às 08:49
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1 comentário:
De Máquina de Lavar Roupa a 25 de Junho de 2008 às 18:55
Realmente é verdade a nossa dependência da tecnologia é algo de impressionante e sobre a máquina de lavar roupa, quem tem família no interior do país lembra-se de como as mulheres iam para o rio para lavar manualmente a roupa de uma família inteira numa tarefa que podia levar horas ou mesmo um dia inteiro. Ainda bem que existe pelo menos a máquina de lavar roupa.
M.Mila


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