Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Estado Energético Actual

Diz a mitologia grega que Prometeu ficou encarregue de distribuir as características aos seres, aquelas que os tornariam especiais e diferentes uns dos outros. Contudo, este deixou a sua tarefa ao seu irmão, Epimeteu , a seu pedido. Todos ficaram com uma especialização física, excepto o Homem, pois este encontrava-se no fim da fila e não restava mais nada para lhe atribuir. Assim, desesperado, Epitemeu roubou a arte do fogo e do conhecimento a um deus inferior a Zeus, e aplicou-as ao Homem. O romantismo deste mito vem mostrar que somos animais fisicamente inadaptados ao meio, e que a única potência para a nossa sobrevivência é a razão, capaz de inventar e criar condições para a vida. Capacitados de dominar o fogo, começamos a subir na cadeia alimentar, e tornamo-nos seres eficientes em instrumentos, em tirar vantagem daquilo que não é anatomicamente nosso. Resguardamo-nos em cavernas, tornamo-nos sedentários, e construímos casas. Actualmente, procuramos construir dois mundos: o natural e o humano. Levantamos cidades e tornamo-nos dependentes das nossas habitações e do consumo de energia.
 Entra nas nossas casas uma das maiores descobertas de manipulação que o Homem alguma vez elaborou: a electricidade. Isto porque esta é um fenómeno natural, lei física de vários corpos, que observávamos durante as tempestades, incrédulos com o seu poder, deslumbrados com a sua aparência luminosa. O caminho para a produção de electricidade foi longo e demorado, sendo que o primeiro contacto manufacturado foi feito pelo filósofo Tales de Mileto. Actualmente, essa propriedade física ocupa um lugar de extrema importância na sociedade. Durante o inquérito realizado, as respostas à pergunta “como pensas que seria a comunidade contemporânea sem electricidade?” apontaram para um atraso na qualidade de vida, ou seja, esta seria retrógrada e sem as condições que desfrutamos no quotidiano. Observa-se, também, uma crença na possibilidade para uma alternativa à mesma, contudo ninguém refuta a sua importância. Isto porque a electricidade proporcionou-nos melhores condições de vida, senão vejamos os aparelhos que utilizamos para nosso conforto. Durante o período de 1985 até 1998, a procura desta fonte energética subiu de 2 TWh para 3TWh , apenas em Portugal. A REN apresenta dois cenários de evolução do consumo final para o ano de 2020. O primeiro espera um crescimento para os 7.5 TWh , enquanto que o segundo aponta para os 5.7 TWh . O gás natural é um dos principais recursos na produção dessa energia, cerca de 11000 GWh , ou seja, 23% da electricidade total produzida, derivada das centrais termoeléctricas. Este número tende a aumentar, sobretudo em regimes de seca, já que a produção nas centrais hidroeléctricas diminui. Estas últimas produzem 21%, e numa perspectiva futura evoluirão pouco. É também de acrescentar que os fuelóleos decresceram desde o início do milénio. Contudo, não é possível retirar a importância que o petróleo e o carvão desempenham nos dias que correm. Analisaremos melhor este último ponto na abordagem às energias não renováveis.
Em suma, a procura energética aumenta com o desenvolvimento industrial e tecnológico, sendo a sua produção diversificada.
 

 

 

 
 
 
 

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Créditos de imagem: autoria de localZero (http://localZero.deviantart.com)
Publicado por acienciaeofuturo às 08:51
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1 comentário:
De João Moura a 14 de Maio de 2009 às 11:50
Ainda melhor.
Claramente houve uma boa pesquisa,
os meus parabéns.


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