Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Relações interpessoais

    
 
 

Simples gestos, gritos, pinturas rupestres, escrita, numeração, papiro, pedra, placas de argila, estafetas, telégrafos de tochas, telégrafos de tambor, telégrafos por sinais de fumo, cartas, postais, carteiros, código Morse, “telégrafo falante”, telefone de caixa, Telephone Manufacturing , telefone de escrivaninha, telefone com marcador de disco, telefone fixo com marcador de teclas, telemóvel, telemóvel a cores, telemóvel com câmara digital incorporada, de 2ª, 3ª, 4ª e seguintes gerações, pequenos chips instalados no corpo substituindo os telefones móveis, televisão a preto e branco, televisão a cores, televisão digital, rádio, rádios on-line, computadores, internet, sem fios, de banda larga, motores de busca, blogs, flogs , homepages , podcast , videoconferências, chats , Second Life , Orkut , YouTube , Wikipedia , MSN Messenger , Hi5 , MySpace , jornais, jornais on-line em tempo real, vinil, cassete, cd, mini-disc , mp3 , VHS, DVD, DVR , walkman, discman, leitor de mp3 , iPod , e-mails, mensagens de texto, mensagens de multimédia, postais electrónicos, música, filmes, livros, arte, ciência...que é isto tudo se não um conjunto de elementos que fizeram e fazem parte do evoluir da comunicação? Já não se trata de estarmos mais perto do outro, e de fazer chegar a nossa informação. Agora, ela é difundida, para onde os nossos desejos a guiarem.

     Sabemos que, como tudo, também os meios de comunicação têm evoluído ao longo dos séculos. Apercebendo-nos, do mesmo modo, da rapidez com que somos bombardeados por novidades constantes. A desactualização dos meios de comunicação de pequena ou grande escala dá-se quase diariamente, o que reflecte o empenho da melhoria dos serviços mas também a avidez do mercado de venda.

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     Distinguindo a ténue fronteira do consumismo que separa o querer do necessitar,  seremos nós capaz de escolher a melhor forma de comunicar, e de regular o impacto que a inovação da tecnologia da comunicação pode ter na nossa vida? É que, neste caso, o futuro já chegou, e o que poderá vir, deverá ser fruto da reflexão ponderada sobre o uso dos aparelhos contemporâneos .

     As relações interpessoais vão depender dos papéis atribuídos aos indivíduos em questão, e estes vão delinear o tipo de relação existente entre eles. As relações têm em conta o género, a idade, o estado socioeconómico , a cultura, etc... Só que os novos tipos de comunicação vêm abanar tecnologicamente os antigos pilares.

     Num primeiro pormenor, notamos já que as conversas de vizinhos não são tão comuns, visto as pessoas estarem ocupadas com um certo tipo de veículo informativo: a televisão. De um modo bastante impessoal, a televisão vai tirando tempo às conversas do dia a dia, às reuniões familiares, aos jogos de futebol de rua depois das aulas e outro tipo de actividades enriquecedoras. Lendo-se televisão, poderia dizer-se computador. E internet.

     Os telemóveis e afins afastaram as pessoas, é verdade; assim como o MSN Messenger e outros. É uma fuga ao contacto directo, à troca de olhares, e à revelação de expressões faciais. É uma máscara atrás de um Nome de Utilizador; um falso compromisso numa sala de conversação on-line; uma personalidade fabricada num profile de uma comunidade de criação de amigos como se supõe ser o Hi5 . Será isso o que se prevê para as nossas relações interpessoais do futuro?

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autoria de 0faith0 (http://0faith0.deviantart.com)

 

     De um outro ponto de vista, temos a facilidade tecnológica trazida por todos os aparelhos e programas inovadores que nos permitem comunicar da forma como o fazemos hoje em dia, de modo já considerado banalmente vital. Cada vez mais estamos em disponibilidade crescente, o que nos pode ocupar o tempo de lazer com emergências de trabalho ou manter-nos comunicáveis para velhos amigos ou casos de emergência. Há histórias já de simples início de comunicação on-line que deram origem a sólidas relações amorosas. Podemos usar a internet de um modo sinceramente pessoal, com todos os meios de segurança, aproveitando ao máximo as funcionalidades que disponibiliza, para troca de trabalhos, reuniões em videoconferência, jogos em rede, etc... Usar o rádio de um modo participativo – podemos, até, criar a nossa próprio rádio on-line. Ou mesmo canal de televisão!

     Num mundo onde dos meios de comunicação em massa está a surgir a massa dos meios de comunicação, devemos lembrar-nos que somos os responsáveis pela sua utilização, e a devemos usar de modo que não nos afaste, mas aproxime ainda mais.

 
 

 
 
   
Sinto-me:
Publicado por acienciaeofuturo às 09:30
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1 comentário:
De Daniel a 19 de Novembro de 2010 às 12:50
Muito bom artigo!

Sou aluno do ensino superior e gostaria de contactar o autor deste artigo para poder esclarecer algumas dúvidas.

Muito obrigado


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